O gesto de um jogador brasileiro comendo uma banana no campo de futebol, após ter sido arremessado pela torcida, ampliou o debate sobre atos de racismo, não se resumindo a este esporte. A FIFA até criou sanções contra este tipos discriminatórios, tais como, a perda de pontos, expulsões e até o rebaixamento de equipes, porém a discussão é maior.
O Mapa da Violência 2012, elaborada pelo Governo Federal, mostra que no ano de 2002 cerca de 59% das vítimas de homicídios no país eram negros. E este indicador aumentou. Em 2010 os negros já eram vítimas deste tipo de crime em 70% da população pesquisada. Em contexto amplo, verifica-se a gravidade de ações discriminatórias no país, já que não há pessoas presas por racismo, constatado por comissão de combate a este tipo de crime da Câmara dos Deputados.
A reserva de cotas implantada no país é uma medida afirmativa em favor das pessoas desfavorecidas socialmente. Até o ano de 2016 as Universidades Federais terão que oferecer 50% de suas vagas para pessoas que tenham estudado durante o ensino médio em escola pública, com boa parte destinada aos negros, pardos e índios.
Em complemento, aos críticos que argumentam que haverá crescimento de pessoas malpreparadas no ensino superior, evidencia-se, através de pesquisas recentes, que os cotistas até começam com desempenho menor que os demais. No entanto, se igualam e muitas vezes até tornam-se melhores que os não cotistas. Enfim, são ações de combate às desigualdade sociais e racismo no país.
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