Desde 1930, ano em que se iniciou a medição de reservatórios de distribuição de água em São Paulo, não se via tanta escassez. A seca é uma das causas da atual crise que a população vem enfrentando. No entanto, a falta de planejamento é que vem piorando a situação.
Com iniciativas e investimentos aquém de necessário, o Brasil enfrenta dificuldades de gerenciamento de sua matriz hídrica. Um país que tem cerca de 12% de quantidade da água potável do mundo, com tantos rios e lagos de grande expressão não deveriam estar enfrentando tantas dificuldades de abastecimento de água.
Além disso, o desperdício de água durante a distribuição à população é vultoso. Pesquisas apontam que cerca da metade da água é perdida entre a colta e sua distribuição nas torneiras das casas. No Sertão, a transposição do Rio São Francisco, o "Velho Chico" , tentará reduzir a escassez e sofrimentos dos sertanejos, que vivem às mínguas, com pouquíssima água.
Por tudo isso, a seca, o aumento populacional, o crescimento da indústria e pecuária, dentre outros, deverá haver a implementação de políticas públicas que atentem a melhor governança hídrica do país. A água é um recurso mineral renovável, mas tê-la adequadamente nas torneiras, limpa e sem desperdícios, já é outra história.
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